Espaço de troca

Por Monique Lôbo


Cyria Coentro em LOVE (Foto: Debora 70/divulgação)

O Los Catedráticos é um dos espetáculos mais marcantes do teatro baiano. E junto com A Bofetada, Os Cafajestes e Oficina Condensada, criou um movimento de ebulição na cena baiana da década de 1990. Cyria Coentro integra o quarteto desde a sua criação. Mas, foi com seu primeiro monólogo, LOVE, 25 anos depois, que ela recebeu seu primeiro troféu no Prêmio Braskem de Teatro. Foi falando de amor com poemas de nomes como Castro Alves, Baudelaire, Clarice Lispector, Maiakovski, Manuel Bandeira, Mário Quintana, Adélia Prado, La Fontaine entre outros, em um roteiro feito por ela em parceria com o colega de Los Catedrásticos Jackson Costa e a cantora e poetisa Elisa Lucinda, que a baiana conquistou o troféu de melhor atriz em 2014. “O prêmio é um atestado de qualidade do seu trabalho, é bem satisfatório e agradável. E eu amei muito ser contemplada com a estatueta de melhor atriz por LOVE, meu primeiro solo, um projeto pensado e idealizado por mim", conta.

Para ela, o mérito da premiação vai muito além da honraria de quem vence, é uma forma de valorização da profissão e do trabalho desempenhando pelos artistas baianos. “A existência da premiação é muito importante, porque é um instrumento de apoio, de respeito, de reconhecimento, de incentivo aos artistas e ao teatro", avalia Cyria.

E com isso, a cerimônia se torna um local de troca de experiências e conhecimentos entre os atores, diretores, autores e todos os envolvidos na produção das artes cênicas. “Lá se torna um espaço de contemplação, onde uma equipe de profissionais da área se reúnem para debater sobre a produção teatral da cidade naquele ano. É uma forma de ajudar a construir, a evoluir, aprimorar", garante.