Importância do reconhecimento

Por Monique Lôbo


Wagner Moura recebe homenagem na cerimônia realizada em 2011 (Foto: Angeluci Figueiredo/arquivo Correio)

Wagner Moura é o ator baiano de maior projeção internacional que já tivemos. Há muitos anos consagrado no teatro, cinema e telenovela aqui no país, é um dos nomes brasileiros que mais despontam em Hollywood atualmente. Talvez por isso, seja o primeiro que venha a cabeça quando se pensa nos frutos colhidos pelo Prêmio Braskem de Teatro. Para se ter uma noção da relevância da premiação, basta ouvi-lo: “o Prêmio Braskem é o mais importante que eu ganhei”, atesta.

Ele levou a estatueta logo na primeira indicação, em 1999. O espetáculo Abismo de Rosas, escrito por Claudio Simões e dirigido por Fernando Guerreiro, foi um verdadeiro pontapé inicial. Abriu as portas do recém-inaugurado Teatro Sesi do Rio Vermelho e as cortinas para o vencedor do prêmio de revelação do ano. “Como é importante para um ator jovem, que alguém olhe para você e diga: você está no caminho certo”, avalia Wagner que levou o troféu pra casa.

Mais de uma década depois, o ator voltou ao palco da premiação, dessa vez como homenageado especial da cerimônia de 2010. No entanto, para Wagner, o passar dos anos não diminui em nada a magnitude que a premiação tem para um artista. “É muito importante que alguém te diga: tô te vendo, continue nessa luta. Mesmo para os atores que estão aí rodados”, avalia.

Especialmente em períodos tão conturbados para a arte e cultura como o que vivemos atualmente. Em confluência com o tema da premiação desse ano que busca lançar luz ao debate sobre o cerceamento artístico, Wagner acredita que é, justamente, em situações como essas que o prêmio ganha ainda mais peso. “Qualquer coisa que olhe para a cultura e a arte nesse momento em que elas estão sendo demonizadas, merece respeito”, pondera. “E esse é um prêmio que faz parte da cultura teatral de Salvador. Nós sabemos o quão importante ele é”, afirma.